A economia brasileira comemorou marcos importantes em 2019. Com a conta inflada, a Bolsa e o Tesouro Direto alcançaram, cada um, a marca histórica de 1 milhão de poupadores.

O número anunciado pela B3 não reflete exatamente a quantidade exata de brasileiros que recorreram ao mercado acionário.  Segundo a companhia, cerca de 5% dos CPFs aparecem mais de uma vez no cálculo, isso porque os investidores podem ter mais de uma corretora.

Ainda sim o número é histórico. O recorde é resultado da combinação de três fatores: a taxa de juros na mínima histórica, a expectativa da reforma da previdência e o esforço dos bancos e corretoras para atrair clientes para opções que vá além da própria poupança.

A marca de um milhão de investidores representa 0,58% da população brasileira com 14 anos ou mais, que, segundo o IBGE, totalizou 170 milhões de pessoas, em março.

O número de pessoas investindo no Brasil ainda é pequeno devido alguns aspectos culturais e de comportamento quando o assunto é investimento.

Esses entraves foram apontados em uma pesquisa realizada pela B3 com cerca de mil pessoas de todas as regiões brasileiras, com idade entre 18 e 65 anos. O levantamento apontou que 61% das pessoas acreditam que é preciso ter mais dinheiro para investir. Outro fator de influência para que as pessoas fiquem receosas na hora de planejar um investimento é a falta de conhecimento de modalidades seguras e mais rentáveis do que a Poupança.

Cerca de 46% dos entrevistados afirmaram conhecer o Tesouro Direto, mas apenas 10% disseram que investem nessa modalidade. Quando o assunto são outros investimentos em renda fixa, como CDBs, esse número é ainda pior: apenas 36% dizem conhecer e, desses, apenas 9% afirmam investir nesses papéis.

Apesar da consciência econômica e financeira da população estar crescendo, ainda há muita desconfiança por parte dos novos investidores. Apenas 31% dos entrevistados confiam nas recomendações dos assessores de investimentos; 30% ainda confiam muito nas instituições financeiras e 33% ainda confiam nos gerentes de seus bancos.

O estudo tinha como objetivo avaliar o comportamento e motivações dos brasileiros na hora de investir.

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